
Um caso chama a atenção na cidade de Areia Branca e vem gerando indignação. O vice prefeito da cidade "Manezinho" Mesmo recebendo R$ 11 mil mensais da Prefeitura, continua inscrito como beneficiário do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago pelo Governo Federal. Somente em 2025, o gestor já recebeu R$ 10.626,00 do programa, que deveria ser destinado exclusivamente a pessoas em situação de vulnerabilidade social.
O BPC é previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e garante um salário mínimo mensal a idosos e pessoas com deficiência em extrema pobreza, cuja renda familiar per capita não ultrapasse 1/4 do salário mínimo. Ou seja, é um benefício exclusivo para quem não tem condições mínimas de sobrevivência.
Ao manter-se no programa mesmo com um salário de cinco dígitos, o vice-prefeito demonstra falta de consciência social e empatia com os mais vulneráveis. O valor que ele recebe indevidamente poderia garantir alimentação, saúde e dignidade a uma família que realmente precisa.
Além do questionamento moral, a situação pode gerar consequências legais. O recebimento do benefício configura possível fraude contra o INSS, sujeita a cancelamento do BPC, devolução dos valores e até ação de improbidade administrativa ou crime de estelionato previdenciário.
Enquanto milhares de famílias lutam para comprovar sua condição e ter acesso ao benefício, em Areia Branca a polêmica é outra: um político bem remunerado se apropria de um programa social que deveria servir aos mais pobres, em vez de abrir mão em favor de quem realmente precisa.
| Extrato do BPC do vice-prefeito Extrato do salário de vice-prefeito de Areia Branca |
Fonte: portal da Transparência municipal e da União
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